Nos últimos dias, a proposta de emenda à Constituição (PEC) apresentada pela deputada federal Erika Hilton, que visa o fim da escala 6×1 no Brasil, tem gerado grande repercussão na sociedade e na mídia. O tema suscita debates importantes, com potenciais impactos para empregadores, trabalhadores e o equilíbrio nas relações laborais.
Neste artigo, abordaremos os principais aspectos dessa proposta, analisando seus fundamentos, possíveis implicações e pontos que demandam atenção no debate.

✔️O que é a escala 6×1?
A escala 6×1, prevista na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), estabelece que o trabalhador deve laborar por seis dias consecutivos e descansar no sétimo. Essa regra é amplamente aplicada em diversos setores, especialmente em atividades que demandam operação contínua, como comércio, serviços e indústria.
Embora regulamentada, a escala 6×1 é frequentemente alvo de questionamentos relacionados à saúde do trabalhador, equilíbrio entre vida profissional e pessoal, e eficácia em setores específicos.
✔️Os objetivos da PEC
A proposta da deputada Erika Hilton tem como principal objetivo garantir melhores condições de trabalho e promover a saúde física e mental dos trabalhadores. Entre os pontos destacados na justificativa da PEC estão:
- Redução do desgaste físico e emocional: ao evitar longas jornadas consecutivas, busca-se diminuir problemas como estresse e fadiga.
- Aumento da produtividade: acredita-se que intervalos mais regulares podem impactar positivamente no desempenho do trabalhador.
- Conciliação trabalho-vida pessoal: um regime mais equilibrado permitiria maior convivência familiar e tempo para atividades pessoais.
✔️Implicações para empregadores e o mercado de trabalho
Embora o propósito da PEC seja legítimo, sua implementação pode gerar desafios consideráveis para empregadores e setores da economia. Alguns pontos que merecem atenção incluem:
- Reorganização de jornadas: Setores que operam com escalas fixas, como o comércio e a indústria, podem enfrentar dificuldades na adaptação de seus quadros de horários.
- Aumento de custos: A necessidade de contratação de mais funcionários para suprir a redução de jornadas pode impactar o orçamento das empresas, especialmente pequenas e médias.
- Impactos na competitividade: Para setores que já enfrentam margens apertadas, o aumento de custos pode refletir em menor competitividade no mercado interno e externo.
✔️O que diz a legislação trabalhista atual?
A CLT já prevê, em alguns casos, regimes alternativos de jornada que permitem flexibilizações, como escalas 12×36 ou acordos coletivos. Entretanto, a aplicação da escala 6×1 é amplamente adotada e considerada um modelo equilibrado por muitos especialistas.
O fim dessa escala pode demandar alterações significativas na legislação vigente, bem como a negociação entre sindicatos, empresas e trabalhadores para ajustar novos modelos.
✔️Considerações finais
A PEC apresentada pela deputada Erika Hilton traz à tona um debate essencial sobre as condições de trabalho no Brasil. Enquanto o objetivo de melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores é digno de atenção, é fundamental que a proposta seja analisada à luz das realidades econômicas, operacionais e jurídicas do país.
No MLSM Advogados, entendemos que a análise de temas como esse exige equilíbrio entre os direitos dos trabalhadores e as necessidades dos empregadores. Estamos atentos às discussões e prontos para auxiliar empresas na compreensão e adaptação às possíveis mudanças no cenário jurídico trabalhista.
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